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Advogado diz que foi agredido e arrastado por PMs durante ocorrência em Ribeirão Preto, SP; polícia nega e cita desacato

Advogado diz ter sido agredito por PMs durtante abordagem em Ribeirão Preto, SP Um advogado de 46 anos afirma que foi agredido por policiais militares durante ...

Advogado diz que foi agredido e arrastado por PMs durante ocorrência em Ribeirão Preto, SP; polícia nega e cita desacato
Advogado diz que foi agredido e arrastado por PMs durante ocorrência em Ribeirão Preto, SP; polícia nega e cita desacato (Foto: Reprodução)

Advogado diz ter sido agredito por PMs durtante abordagem em Ribeirão Preto, SP Um advogado de 46 anos afirma que foi agredido por policiais militares durante o atendimento a um cliente na noite de quinta-feira (9), no bairro Ipiranga, em Ribeirão Preto (SP). Marco Antônio de Souza diz que foi chamado para acompanhar uma ocorrência na rua Rio Formoso e que a confusão começou depois que um tenente da Polícia Militar se recusou a aceitar a carteira digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentada por ele. Ele alega que foi agredido com socos e chutes pelos policiais, derrubado, algemado e arrastado no chão (leia mais abaixo). “Ele veio para cima de mim e começou a me dar soco. Ele e mais oito ou nove policiais militares, a mim e meu filho”, disse. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Advogado é agredido durante ocorrência em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV A Polícia Militar dá outra versão. Segundo a corporação, o advogado interveio na ocorrência, desacatou os policiais, aparentava estar alcoolizado e resistiu à abordagem. Ainda segundo a PM, as lesões no rosto dele ocorreram quando ele caiu durante a contenção. O caso foi registrado como desacato, resistência e lesão corporal. A PM informou que instaurou um Inquérito Policial para apurar a conduta dos agentes. A Polícia Civil também investiga o caso. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB de Ribeirão Preto, Paulo Martins Cazon, disse que a carteira digital da OAB é válida e que o advogado deveria ter sido reconhecido no momento em que apresentou o documento pelo aplicativo oficial. A entidade também informou que vai abrir um procedimento interno para apurar a conduta dos policiais. Marco Antônio passaria por exame de corpo de delito na manhã desta sexta-feira (10). Segundo o boletim de ocorrência, o filho dele, de 22 anos, também aparece como vítima. A ocorrência inicial atendida pela PM envolvia suspeita de receptação e adulteração de peças de motos. Segundo a corporação, foram encontrados no local um motor de veículo furtado em Franca (SP) e uma moto com chassi adulterado. Duas pessoas foram presas por receptação e adulteração de sinais identificadores. O que diz o advogado Marco Antônio afirma que foi acionado por familiares de uma pessoa abordada pela PM. Segundo ele, ao chegar ao local, apresentou a carteira da OAB pelo celular, mas o tenente responsável pela ocorrência exigiu o documento físico. Advogado de Ribeirão Preto diz ter sido agredido por PM durante atendimento de ocorrência Reprodução/EPTV Em depoimento, o advogado disse que o policial alegou que o documento digital poderia ter sido produzido por inteligência artificial. Marco Antônio admite que houve discussão verbal e que desafiou o policial a tirar a farda para resolver a situação “como homens”. Ele afirma, no entanto, que logo depois foi agredido com socos e chutes por policiais, derrubado, algemado e arrastado no chão. O advogado afirma que ficou cerca de 40 minutos algemado e deitado na calçada, com o rosto sangrando. Ele também diz que foi levado algemado à Unidade Básica de Saúde (UBDS) do bairro Siminone e, depois, à delegacia. Marco Antônio disse ainda que o filho tentou impedir a ação dos policiais e também foi agredido. Segundo ele, o homem foi jogado ao chão, algemado, arrastado e teve um relógio danificado. “Depois de 20 anos de profissão, nunca tinha passado por isso. Sempre fui muito bem tratado e muito respeitado no meio”, afirmou o advogado. O que dizem os policiais envolvidos De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais afirmaram que Marco Antônio ofendeu a equipe com palavras de baixo calão e continuou com a conduta mesmo após ser advertido. Segundo a versão dos policiais, ele recebeu voz de prisão por desacato, resistiu à abordagem e precisou ser contido e algemado. Os PMs disseram ainda que, até o momento do algemamento, o advogado não havia se apresentado como representante de nenhuma das partes da ocorrência. Segundo eles, Marco Antônio só informou que era advogado depois de ser algemado. Ainda conforme o registro policial, as lesões no rosto do advogado ocorreram quando ele caiu no chão durante a resistência. Os policiais também disseram que ele aparentava estar sob efeito de bebida alcoólica. O que diz a OAB Em entrevista à EPTV, Paulo Martins Cazon, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB de Ribeirão Preto, disse que a carteira digital da OAB é válida e fica disponível em aplicativo oficial, de forma semelhante à CNH digital. Segundo ele, além de apresentar o documento pelo aplicativo, o advogado também teria permitido que os policiais verificassem a inscrição dele diretamente no site da OAB. “Ele deveria ter sido reconhecido ali de pronto que era, de fato, advogado”, disse Cazon. O presidente da comissão afirmou que representantes das prerrogativas acompanharam o caso na delegacia durante a madrugada. Segundo ele, a OAB solicitou a abertura de um IPM, e também serão abertos um inquérito pela Polícia Civil e um procedimento interno na entidade. “Nós vamos também abrir o nosso procedimento interno para apurar a conduta do policial ou de demais policiais, se assim for”, afirmou. Cazon disse ainda que, se a agressão for comprovada, a OAB espera que a Polícia Militar oriente seus agentes para que esse tipo de conduta não ocorra. Segundo ele, a entidade pretende marcar uma reunião com o comando da PM em Ribeirão Preto. O que diz a Polícia Militar Em nota, a Polícia Militar informou que instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos. A corporação afirmou que Marco Antônio foi levado à delegacia por desacato, que estava alcoolizado e que interveio na ocorrência, desacatando os policiais, o que gerou uma discussão. Segundo a PM, durante a ocorrência foram encontrados um motor de veículo furtado em Franca e uma moto com chassi adulterado. Duas pessoas foram presas por receptação e adulteração de sinais identificadores. Advogado diz ser agredido por policiais militares em Ribeirão Preto, SP Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região