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Petrobras anuncia licença do Ibama para perfurar poço Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar

Petrobras descobriu petróleo em poço ultra profundo na Bacia Potiguar Divulgação/Petrobras A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26) a renovação da lic...

Petrobras anuncia licença do Ibama para perfurar poço Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar
Petrobras anuncia licença do Ibama para perfurar poço Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar (Foto: Reprodução)

Petrobras descobriu petróleo em poço ultra profundo na Bacia Potiguar Divulgação/Petrobras A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26) a renovação da licença de operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para perfuração do poço Mãe de Ouro, que fica em águas profundas na Bacia Potiguar. O anúncio foi feito em um encontro entre a governadora Fátima Bezerra e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, nesta quinta, no Rio Grande do Norte. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Segundo governo do RN, a sonda para perfuração chega do Amapá para o estado mês de julho. A Petrobras havia anunciado em agosto do ano passado que faria a perfuração desse poço. A licença emitida permite a perfuração de três poços: Mãe de Ouro, Inhame e Taianga. Os poços estão localizados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, na Bacia Potiguar, destinados a petróleo e gás. Ibama aprova simulação da Petrobras na Margem Equatorial O poço Mãe de Ouro está localizado em águas profundas, a 52 quilômetros da costa potiguar, a mais de 2 mil metros de profundidade e representa o principal poço com indicativo de petróleo na margem equatorial. Segundo o governo do RN, a Petrobras demonstra confiança no potencial do poço Mãe de Ouro, esperando que o volume viabilize a produção na região. Esse é o terceiro poço exploratório em águas profundas na Bacia Potiguar. Na mesma região, já foram perfurados os poços Pitu Oeste e Anhangá, localizados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762. Ambos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. "Esse é um passo histórico que pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico para o Rio Grande do Norte. Estamos falando de um projeto estratégico, com potencial para gerar empregos, atrair investimentos, fortalecer nossa cadeia produtiva e transformar essa riqueza em mais oportunidades para o nosso povo, sempre com responsabilidade ambiental e segurança jurídica", falou a governadora. No encontro entre governadora e a presidente da Petrobras também houve o anúncio do investimento de mais de R$ 1,5 bilhão para a finalização de poços antigos que não produzem mais, mas que precisam ser finalizados através do “arrasamento”. Bacia Potiguar A Bacia Potiguar fica na Margem Equatorial, que se estende por mais de 2,2 mil km ao longo da costa entre o Rio Grande do Norte e o Oiapoque, no Amapá. A região é considerada a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas, e já foi chamada de "novo pré-sal". Para ambientalistas, no entanto, a atividade petrolífera na região pode resultar em prováveis tragédias ambientais, o que afetaria diretamente o território amazônico. Além da Bacia Potiguar, nela estão inseridas as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, de Barreirinhas e do Ceará. (Entenda mais aqui). A Margem Equatorial é considerada uma “nova fronteira” pela ANP, pois é uma área em exploração em estágio inicial, mas com potencial de possuir reservas de petróleo. Descobertas recentes no RN Na Bacia Potiguar, a Petrobras descobriu: Petróleo no poço exploratório Anhangá, em abril de 2024, e uma perfuração de água profunda. Segundo a empresa, a acumulação de petróleo descoberta foi encontrada em uma profundidade de água de 2.196 metros e distante 79 km da costa potiguar. O poço Anhangá está situado próximo à divisa entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte - ele fica a cerca de 190 km de Fortaleza e 250 km de Natal. Hidrocarboneto no poço exploratório Pitu Oeste, em janeiro de 2024. Também em perfuração de água profunda. Segundo a Petrobras, o poço estava 52 km distante da costa do Rio Grande do Norte. A presença da substância era, no entanto, inconclusiva quanto à viabilidade econômica, segundo a Petrobras.