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Único (raro) álbum solo da cantora Gracinha Leporace é reeditado em LP no Brasil, 58 anos após o lançamento

Capa e contracapa do álbum 'Gracinha Leporace', lançado em 1968 e ora reeditado em LP no Brasil Reprodução ♫ NOTÍCIA ♬ Em 1968, enquanto a Tropicália ...

Único (raro) álbum solo da cantora Gracinha Leporace é reeditado em LP no Brasil, 58 anos após o lançamento
Único (raro) álbum solo da cantora Gracinha Leporace é reeditado em LP no Brasil, 58 anos após o lançamento (Foto: Reprodução)

Capa e contracapa do álbum 'Gracinha Leporace', lançado em 1968 e ora reeditado em LP no Brasil Reprodução ♫ NOTÍCIA ♬ Em 1968, enquanto a Tropicália derrubava os muros estéticos que opunham nacionalistas e roqueiros nas trincheiras da MPB, a cantora carioca Maria da Graça Leporace entrou em estúdio e gravou álbum solo com arranjos do violonista Oscar Castro Neves (1940 – 2013), ecoando a estética da bossa nova, já vista na efervescência da época como uma música do passado (“Eu, você, nós dois / Já temos um passado, meu amor...”, diziam os versos iniciais de “Saudosismo”, canção de Caetano Veloso apresentada naquele ano de 1968). O disco foi lançado pela gravadora Philips sem grande repercussão comercial. Foi o único álbum solo da cantora conhecida artisticamente pelo nome de Gracinha Leporace e revelada em 1965 como integrante do grupo Manifesto, também composto pelo irmão Fernando Leporace, por Guttemberg Guarabyra (do futuro trio Sá, Rodrix & Guarabyra, depois transformado na dupla Sá & Guarabyra) e pelos futuros produtores musicais Guto Graça Mello e Mariozinho Rocha. É que, a partir de 1969, Gracinha Leporace passou a ser a vocalista dos conjuntos do pianista Sergio Mendes (1941 – 2024), com quem se casou e partiu para os Estados Unidos em 1970, fazendo carreira e fama no exterior. Reeditado em LP e CD no exterior, sobretudo no Japão, o álbum solo de Gracinha Leporace permaneceu no Brasil como um título obscuro e pouco ouvido da discografia nacional, tendo se tornado raro com o passar dos anos. Por isso mesmo, é digna de nota a primeira reedição do álbum “Gracinha Leporace” no Brasil, via Universal Music, no formato físico de LP fabricado em vinil azul claro translúcido. Com 12 faixas, como era o padrão fonográfico dos LPs da época, o álbum apresentou no repertório sete músicas então inéditas – “Última batucada” (Sebastião Leporace, pai de Gracinha), “Rancho do ano novo” (Edu Lobo e José Carlos Capinan), “Madrugada” (Sidney Miller), “Mensagem” (Amaury Tristão e Roberto Jorge), “Canção da desesperança” (Fernando Leporace), “Senhora, senhorinha” (Guarabyra) e “Em tempo” (Fernando Leporace e João Medeiros Filho) – entre cinco regravações. Gracinha rebobinou o samba-canção “Prece” (Vadico e Marino Pinto, 1956), o samba “Chega de saudade” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), duas parcerias de Carlos Lyra (1933 – 2023) com Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994) – “Saudade fez um samba” (1959) e “Sem saída” (1963) – e a então recente “Cantiga” (Dori Caymmi e Nelson Motta, 1967), apresentada no ano anterior em festival pelo grupo MPB4. Além da edição em LP, o álbum “Gracinha Leporace” está disponível em edição digital nas plataformas de streaming. Capa do álbum 'Gracinha Leporace' Reprodução